Depois de ver este documentário em aula, não pude deixar de pensar em como tudo pode ser levado ao extremo. Compreendo que o evolucionismo seja hoje aceite como a melhor teoria da explicação da diversidade de seres vivos, em vez de, por exemplo, o criacionismo. Concordo mesmo com essa afirmação. Mas, levar ao extremo, fazer do darwinismo uma religião, não aceitar quaisquer outros pontos de vista, erros apontados, sugestões de melhoria da teoria... É um desastre para a ciência, não a deixa evoluir ela mesma. Penso que devemos compreender todas as teorias, aprender com os seus erros e aceitar aquela que acharmos que está melhor justificada.
Chegando à evolução das espécies, é notável o confronto das teorias de Lamarck e Darwin, e aquilo que temos a aprender com cada uma.
O típico exemplo das girafas: para Lamarck o pescoço da girafa iria crescendo à medida que ela necessitasse de um pescoço maior (Lei do Uso e Desuso) e esse aumento seria transmitido às gerações seguintes (Lei da Transmissão de Carateres Adquiridos); para Darwin, só as girafas com um pescoço maior e, portanto, com melhor capacidade de se alimentarem, sobreviveriam ou teriam mais probabilidade de deixar descendência e, por isso, essa caraterística seria passada para a próxima geração.
Para explicar a origem e diversidade das espécies, foi preciso percorrer um longo caminho: começar pelo fixismo e, investigando, chegar ao evolucionismo.
A pergunta era a seguinte: já estudámos como poderá ter surgido a vida na Terra. Mas como é que os seres procariontes evoluíram a eucariontes? E como é que os seres eucariontes unicelulares evoluíram para pluricelulares? A partir de modelos explicativos, conseguimos chegar a uma resposta. Fica aqui, em esquema.
Uma imagem bastante simples e comparativa entre modelos explicativos.